Um dia destes escrevo sobre o que é ter um cérebro fluente em mais do que uma língua e um coração estritamente monolingue. Vou descrever lucros e prejuízos linguísticos e emocionais, entre outras coisas.
Vocês vão ficar a saber, por exemplo, que contar algo que na língua do coração nos faz chorar, se calhar noutra língua já não o faz. Irei confessar então que tenho sérias dúvidas se sei amar noutra língua senão na língua do coração; que tenho medo que algo se perca no processo de tradução do Amor. Vou então contar-vos que dizer que se tem saudade nunca se consegue dizer noutra língua, falta de equivalências linguísticas à parte [quem sabe, se calhar tem a ver com as cordas do coração...].
Um dia...
Nesse dia também vou conseguir explicar a diferença em cantar a Laurindinha ou o Malhão para portugueses em Portugal, para portugueses num país qualquer e para alguém que não conhece a língua nem a música. Nesse dia cantarei o hino português, e porque não o sueco também, sem soluçar.
Nesse dia, quem sabe, se calhar vou estar a [tentar] celebrar mais um aniversário numa terra onde não se faz anos, mas onde se fica mais velho e saudoso. Com gente a quem chamo de "vänner" e não "amigos", bolo de iogurte português, coquinhos e café Torriê.
Vocês vão ficar a saber, por exemplo, que contar algo que na língua do coração nos faz chorar, se calhar noutra língua já não o faz. Irei confessar então que tenho sérias dúvidas se sei amar noutra língua senão na língua do coração; que tenho medo que algo se perca no processo de tradução do Amor. Vou então contar-vos que dizer que se tem saudade nunca se consegue dizer noutra língua, falta de equivalências linguísticas à parte [quem sabe, se calhar tem a ver com as cordas do coração...].
Um dia...
Nesse dia também vou conseguir explicar a diferença em cantar a Laurindinha ou o Malhão para portugueses em Portugal, para portugueses num país qualquer e para alguém que não conhece a língua nem a música. Nesse dia cantarei o hino português, e porque não o sueco também, sem soluçar.
Nesse dia, quem sabe, se calhar vou estar a [tentar] celebrar mais um aniversário numa terra onde não se faz anos, mas onde se fica mais velho e saudoso. Com gente a quem chamo de "vänner" e não "amigos", bolo de iogurte português, coquinhos e café Torriê.